Nações Unidas, 27 abr (Prensa Latina) O Conselho de Segurança retomará hoje a análise da situação na Síria, depois de fracassada a primeira tentativa de condenar às autoridades desse país pela violência registrada nas últimas semanas. O órgão de 15 membros não avançou ontem na discussão de um projeto de declaração apresentado com esse propósito por França, Alemanha, Reino Unido e Portugal e voltará sobre o tema durante no dia de hoje. Na sessão de ontem participou o secretário geral da ONU, Ban Ki-moon, para informar a respeito da viagem que acaba de realizar por Catar, Egito, República Checa, Hungria, Ucrânia e Rússia e reiterar suas posições sobre os conflitos na Líbia, Iêmen e Síria. Em declarações à imprensa após a reunião do Conselho de Segurança, o titular da ONU fez questão de condenar "a violência contra manifestantes pacíficos na Síria, em particular o uso de tanques e fogo vivo" com saldo de centos de mortos e feridos. Informou que conversou por telefone em duas ocasiões com o presidente da Síria, Bachar Assad, a quem, disse, sublinhou a obrigação de proteger os civis e de respeitar os direitos humanos. Por sua vez, o embaixador sírio ante a ONU, Bashar Jafari, recusou a ideia permitir uma investigação internacional em torno dos acontecimentos em seu país. Não temos nada que esconder e estamos capacitados para investigar qualquer situação por nossos próprios meios, agregou o diplomata. O Conselho de Segurança está integrado por Estados Unidos, França, Reino Unido, Rússia e China, como membros permanentes com direito ao veto, mais Colômbia, Brasil, Líbano, Nigéria, Índia, Portugal, Bósnia e Herzegóvina, África do Sul, Gabão e Alemanha. |
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