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domingo, 5 de junho de 2011

Defendei a família e mostrai a beleza do amor conjugal, pede Papa

Neste domingo, 5, no segundo dia de visita à Croácia , o PapaBento XVI presidiu uma Missa no hipódromo de Zagreb para uma multidão de pessoas reunidas na Primeira Jornada Nacional das Famílias católicas croatas, a quem pediu que combatam a “secularização” da Europa.

Acesse
.: NA ÍNTEGRA: Homilia do Papa na Missa para as famílias croatas
Na homilia o Papa insistiu sobre a dimensão missionária da família, na educação dos filhos e, em geral, na participação ativa na missão da Igreja e na vida da sociedade.

Bento XVI ao comentar os textos da Missa do domingo depois da Ascensão (que na Croácia foi celebrada já quinta-feira) ele disse que a primeira leitura dos Atos dos Apóstolos, mostra a comunidade apostólica implorando a descida do Espírito Santo, segundo a promessa de Jesus. 

Deus ordenara aos discípulos que “não se afastassem de Jerusalém, mas que esperassem a Promessa do Pai”, o que segundo o Santo Padre significa pedir que permanecessem juntos preparando-se para receber o dom do Espírito Santo.

“Permanecer juntos foi a condição posta por Jesus para acolherem a vinda do Paráclito. A oração prolongada foi o pressuposto da sua concórdia”. Uma “estupenda lição para cada comunidade cristã”, esclareceu o Papa.

O Pontífice salientou que por vezes pensa-se que a eficácia missionária dependa principalmente de uma cuidadosa programação e da sua realização inteligente através de um compromisso concreto. 
“O Senhor pede certamente a nossa colaboração, mas, antes de qualquer resposta da nossa parte, é necessária a sua iniciativa: o verdadeiro protagonista é o seu Espírito, que há que invocar e acolher”, destacou Bento XVI.

Centrando especialmente a atenção na assembleia, constituída sobretudo por famílias, o Papa recordou que “a família cristã é um sinal especial da presença e do amor de Cristo”, “chamada a dar uma contribuição específica e insubstituível na evangelização”. 
Na verdade, “a família cristã foi sempre a primeira via de transmissão da fé”, insistiu Bento XVI, que se dirigiu em croata aos pais e mães, pedindo-lhes que se empenhem em ensinar os filhos a rezar, e em rezar com eles.

É verdade que “hoje em dia, graças a Deus, muitas famílias cristãs vão adquirindo cada vez maior consciência da sua vocação missionária, dando testemunho de Cristo Senhor”. Bento XVI recordou as palavras de seu antecessor, João Paulo II, que dizia que “uma família autêntica, fundada no matrimônio, é em si mesma uma “boa notícia” para o mundo. 

 “Na sociedade atual, é muito necessária e urgente a presença de famílias cristãs exemplares. Infelizmente temos de constatar, sobretudo na Europa, o aumento de uma secularização que leva a deixar Deus à margem da vida e a uma crescente desagregação da família”, enfatizou o Santo Padre. 

Especificando mais o seu pensamento, Bento XVI fez notar que “se absolutiza uma liberdade sem compromisso com a verdade, cultivando-se como ideal o bem-estar individual através do consumo de bens materiais e de experiências efêmeras, descuidando a qualidade das relações com as pessoas e os valores humanos mais profundos”. Por outro lado, disse o Papa, “reduz-se o amor a mera emoção sentimental e à satisfação de impulsos instintivos, sem um empenho em construir laços duradouros de mútua pertença e sem abertura à vida”. 

Os cristãos são chamados a contrastar esta mentalidade. A par da palavra da Igreja, afirmou o Papa, é muito importante o testemunho e o compromisso das famílias cristãs, o seu testemunho concreto, sobretudo para afirmar a intangibilidade da vida humana desde a concepção até ao seu fim natural, o valor único e insubstituível da família fundada no matrimônio e a necessidade de disposições legislativas que sustentem as famílias na sua tarefa de gerar e educar os filhos.

“Queridas famílias, alegrai-vos com a paternidade e a maternidade! A abertura à vida é sinal de abertura ao futuro, de confiança no futuro, tal como o respeito da moral natural, antes que mortificar a pessoa, liberta-a. O bem da família é igualmente o bem da Igreja”, ressaltou o Papa

Prédios na Sapucaí são implodidos

Com o objetivo de ampliar o Sambódromo, no Centro do Rio, foram implodidos, às 8h04 deste domingo (5), quatro prédios da antiga fábrica de uma cervejaria. Doze ruas e avenidas próximas à Marquês de Sapucaí estão interditadas desde às 6h30 e devem reabrir por volta das 14h.
Edifícios vieram abaixo em apenas 30 segundos. Sinais sonoros foram acionados para alertar a população local sobre os preparativos e o início da implosão.
O prefeito do Rio, Eduardo Paes, que participou da implosão nesta manhã, afirmou que até dezembro a obra deve estar pronta, para que as escolas de samba possam realizar os ensaios técnicos no local. Ele acredita que toda a região do entorno vai passar por um processo natural de revitalização a partir da modernização do Sambódromo.
"Essa região do Rio passa a ganhar um elemento naturístico com qualificação para realização do maior show do planeta que é o carnaval", disse ele.
De acordo com a prefeitura, o Sambódromo terá novos camarotes e arquibancadas. A obra vai resgatar o projeto original de Oscar Niemeyer, que previa um equilíbrio entre os dois lados da Marquês de Sapucaí.
Além disso, a reforma atende também ao compromisso da cidade com os Jogos Olímpicos de 2016 e prevê adaptações para a realização das provas de maratona (chegada) e tiro com arco. Com a ampliação, a capacidade de público do vai aumentar de 60 mil para 77.688 pessoas.
Trânsito
Entre as vias que estão fechadas para o trânsito estão: as avenidas Salvador de Sá e Marquês de Sapucaí, e as ruas Benedito Hipólito, Afonso Cavalcante e Frei Caneca.
Desde sábado (4) à tarde, o estacionamento ficou proibido em cerca de trinta pontos da região. Por medida de segurança, os moradores dos imóveis próximos ao Sambódromo, na região considerada de segurança máxima (Rua Benedito Hipólito e Avenida Salvador de Sá) tiveram que deixar as suas casas antes das 7h.

Esquema do metrô

A concessionária Metrô Rio informou que, por causa da implosão, a circulação dos trens da Linha 1 foi interrompida entre 7h50 e 8h10 de domingo, no trecho entre as estações Estácio e Central. A estação Praça Onze foi fechada entre 7h30 e 8h10. Após a implosão, engenheiros realizam uma vistoria nas estruturas a fim de garantir a liberação do trecho.
Ainda de acordo com a concessionária, há reforço de agentes de atendimento da concessionária para orientar os passageiros. A Linha 2 do metrô funciona normalmente.

Veja abaixo a lista completa das ruas e avenidas interditadas:
- Avenida Salvador de Sá, no trecho entre a Rua de Santana e a Avenida Marquês de Sapucaí;

- Rua Benedito Hipólito, entre a Rua Carmo Neto e a Avenida Marquês de Sapucaí, deixando livre o cruzamento com a Rua Carmo Neto;

- Rua Afonso Cavalcante, no trecho entre a Rua Amoroso Lima e a Rua Carmo Neto;
- Rua Comandante Maurity, em toda sua extensão;
- Avenida Marquês de Sapucaí, entre a Avenida Presidente Vargas e a Rua Benedito Hipólito;

- Rua Frei Caneca, pista lateral da Praça da Apoteose que dá acesso a Rua Salvador de Sá;
- Rua Presidente Barroso, entre a Rua Júlio do Carmo e a Rua Senhor de Matozinhos;
- Travessa Pedregais, no trecho entre a Rua Presidente Barroso e a Av. Salvador de Sá;
- Rua Tomaz Rabelo, no trecho entre a Rua Presidente Barroso e a Travessa Pedregais;
- Rua Aníbal Benévolo, no trecho entre a Rua São Martinho e a Rua Frei Caneca;
- Travessa Lopes;
- Travessa Onze de Maio.

Milhares de cidadãos forçam Governo polonês a investir mais em cultura

Varsóvia, 5 jun (EFE).- A luta dos chamados "Cidadãos pela cultura" conseguiu reunir mais de 100 mil assinaturas e forçar o primeiro-ministro polonês, Donald Tusk, a assinar um compromisso para aumentar a verba destinada à cultura até o mínimo de 1% do orçamento, para promovê-la como motor da sociedade.
O pacto é o primeiro acordo firmado por Governo polonês com os cidadãos desde a década de 80, quando o Executivo concordou que a cultura não é só arte e criatividade, mas um elemento-chave para melhorar a vida dos indivíduos e garantir o futuro do país, explicou à Agência EFE a vice-diretora do Museu Nacional da Polônia, Beata Chmiel.
Chmiel é uma das incentivadoras do movimento "Cidadãos pela cultura", do qual fazem parte figuras como a poetisa Wislawa Szymborska, prêmio Nobel de Literatura, e o compositor Krzysztof Penderecki, junto a milhares de poloneses anônimos.
"Não se trata do problema de um grupo de artistas, mas a promoção da cultura é uma questão nacional apoiada por pessoas de todo os tipos, pessoas que entendem que a finalidade real da cultura é mudar a vida das pessoas", acrescenta Chmiel.
O pacto prevê o aumento progressivo do orçamento do Ministério da Cultura até alcançar o mínimo de 1% em 2015, o que superaria o exíguo 0,5% destinado atualmente e tiraria a Polônia do fim da fila na União Europeia quanto a investimentos em cultura.
Os "Cidadãos pela cultura" denunciam que o número de pessoas que não têm acesso à cultura aumentou na Polônia nos últimos anos, o que se traduz no avanço do analfabetismo funcional e em um freio ao desenvolvimento do capital intelectual da sociedade.
Ao mesmo tempo, a "grande cultura" polonesa desfruta de um sucesso sem precedentes, com o cinema, o teatro, a música e a literatura da Polônia fazendo sucesso em todo o mundo e afastada dos cidadãos menos abastados.
"A chave é desenvolver o capital humano", assinala Chmiel, que considera evidente que, em um futuro onde serão menos necessários os trabalhadores físicos, é preciso contar com pessoas capazes de desenvolver suas habilidades e serem partes ativas da sociedade.
Uma das prioridades deste pacto pela cultura é promover a leitura para construir uma atitude criativa, ativa e cívica que, definitivamente, permita aos cidadãos participarem da cultura e relacionarem-se civicamente.
"Temos de entender que o livro não é um instrumento de opressão, e sim uma ferramenta que dá perspectiva", afirma Chmiel.
No próximo verão - no Hemisfério Norte -, a Polônia assumirá a presidência rotativa da UE e, em 2016, uma cidade polonesa e outra espanhola compartilharão o título de capital cultural europeia, uma oportunidade que muitos cidadãos querem aproveitar para situar a cultura como uma prioridade.
Para Beata Chmiel, o desenvolvimento da cultura na sociedade é tão valioso que pode ajudar a mudar a mentalidade polonesa, culpada, em sua opinião, de muitos dos problemas políticos vividos pelo país, da incapacidade para tirar vantagem dos fundos europeus e inclusive das derrotas no futebol.
"Os poloneses não foram ensinados a trabalhar em equipe, a entender a solidariedade, e tudo isto pode mudar se investirmos em capital humano e em cultura, não só em infraestrutura", avaliou.
Por enquanto, a insistência de milhares de cidadãos como Chmiel conseguiu influenciar as altas esferas da política, um passo decisivo em uma sociedade jovem e com energia que não quer cometer os erros da velha Europa. EFE

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Notícias Católicas

É preciso testemunhar Cristo também nas redes sociais, diz Papa

 Existe um estilo cristão presente também no mundo digital, um estilo baseado numa comunicação honesta e aberta, responsável e respeitosa com o outro. Foi o que salientou o Papa Bento XVI em sua mensagem para o 45º Dia Mundial das Comunicações Sociais, que será celebrado neste domingo, 5. 

Comunicar o Evangelho por meio das novas mídias, segundo o Papa, significa não só inserir conteúdos declaradamente religiosos, mas também testemunhar com coerência, no próprio perfil digital e no modo de comunicar escolhas, preferências, juízos que sejam profundamente coerentes com o Evangelho, mesmo quando não se fala explicitamente dele.

“Também no mundo digital, não pode haver anúncio de uma mensagem sem um testemunho coerente por parte de quem anuncia. Nos novos contextos e com as novas formas de expressão, o cristão é chamado de novo a dar resposta a todo aquele que lhe perguntar a razão da esperança que está nele”, ressaltou Bento XVI. 

As redes sociais já fazem parte do cotidiano das pessoas, logo, o Papa aconselha aos cristãos que se unam com confiança, criatividade, consciência e responsabilidade, para que estas não sejam meios de simples satisfação do desejo de estar presente.

A web, salientou o Pontífice, contribui para o desenvolvimento de formas novas, e mais complexas, de consciência intelectual e espiritual. “Somos chamados a anunciar neste campo, também, a nossa fé: que Cristo é Deus, o Salvador do homem e da história, Aquele em quem todas as coisas alcançam a sua perfeição”, enfatizou.  

Os jovens são os mais envolvidos nesses novos meios de comunicação, mas o Santo Padre alerta que é preciso estar atento para evitar seus perigos da rede, como refugiar-se numa espécie de mundo paralelo ou expor-se excessivamente ao mundo virtual. “Na busca de partilha, de 'amizades', confrontamo-nos com o desafio de ser autênticos, fiéis a si mesmos, sem ceder à ilusão de construir artificialmente o próprio 'perfil' público”, aconselhou Bento XVI.

CNBB saúda criação da Diocese de Naviraí e seu primeiro bispo

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) divulgou uma nota, nesta quinta-feira, 2, para demonstrar sua satisfação com o anúncio da criação da Diocese de Naviraí (MS), feito pelo Papa Bento XVI nesta quarta-feira, e pela nomeação do primeiro bispo da nova diocese.

"Fazemos votos de que nesta nova Igreja Particular o anúncio de Jesus Cristo continue encontrando eco nos corações humanos e o Reino de Deus aconteça a partir de uma prática cada vez mais identificada com o Evangelho", destacou a nota. 

Leia a nota na íntegra

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil-CNBB recebeu com grata satisfação o anúncio da criação da Diocese de Naviraí, no Estado do Mato Grosso do Sul, feito pelo Santo Padre Bento XVI nesta quarta-feira, 1º de junho, bem como a nomeação de seu primeiro bispo, Monsenhor Ettore Dotti, CSF. Com este gesto o Santo Padre demonstra, mais uma vez, seu carinho e apreço pela Igreja no Brasil. Somos-lhe imensamente gratos por tamanha deferência.

Enviamos nossa saudação fraterna à nova Diocese e ao Regional Oeste 1, que acolhe esta circunscrição eclesiástica. À luz das novas Diretrizes da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil, fazemos votos de que nesta nova Igreja Particular o anúncio de Jesus Cristo continue encontrando eco nos corações humanos e o Reino de Deus aconteça a partir de uma prática cada vez mais identificada com o Evangelho.

Agradecemos a Dom Redovino Rizzardo, CS e à Diocese de Dourados, da qual é pastor, todo o trabalho pela criação da nova diocese. Desmembrada de Dourados, à qual permanecerá unida por laços filiais, a Diocese de Naviraí já nasce grande e com caminhada pastoral e evangelizadora.

Cumprimentamos, igualmente, Monsenhor Dotti, nomeado primeiro bispo da recém-criada Diocese de Naviraí. A CNBB, identificada pela colegialidade e comunhão episcopal, o acolhe fraternalmente augurando-lhe abundantes frutos nesta nova missão para qual o Espírito Santo o convoca. Asseguramos-lhe nossas preces e solidariedade.

Papa explica mistério da Ascensão de Jesus ao Céu

O Vaticano celebra nesta quinta-feira, 2, a solenidade da Ascensão, que no calendário litúrgico da Igreja no Brasil, está marcado para o próximo domingo, 4. O mesmo acontece na maior parte da Igreja no mundo. 

A Ascensão de Jesus ao Céu, explica o Papa Bento XVI, é um mistério da fé cristã. Jesus sai da terra em direção ao Céu diante dos olhos dos discípulos, este é seu último ato terreno depois da Ressurreição. Jesus sai fisicamente da história humana para entrar fisicamente no Reino de Seu Pai. 

“Na Ascensão de Cristo ao Céu, o ser humano entra numa nova intimidade com Deus, sem precedentes. O homem encontra agora, e para sempre, espaço em Deus. O 'Céu' não é um lugar sobre as estrelas, mais uma coisa muito mais ousada e sublime: é o próprio Cristo, a Pessoa divina que acolhe plenamente e para sempre a humanidade, Aquele no qual Deus e o homem estão inseparavelmente unidos para sempre”, disse o Papa em 2009.  
 
O dinamismo da Ascensão não pode se opor ao dinamismo da Encarnação, quando o Filho de Deus abriu pela primeira vez - com sua vinda para o meio dos homens - a comunicação entre o Céu e a terra.

O Pontífice esclarece que Cristo, de fato, veio ao mundo para levar o homem a Deus, não sob o plano ideal – como um filósofo ou um mestre da sabedoria – mas realmente, como um pastor que quer reconduzir as ovelhas ao aprisco. 

“Este 'êxodo' para a Pátria Celeste, que Jesus viveu em primeira pessoa, foi totalmente dirigido para nós. É porque Ele desceu dos Céus e, por nós, ascendeu, depois de se fazer em tudo semelhante aos homens, humilhado até a morte na cruz e depois de tocar o abismo do máximo afastamento de Deus”, disse o Santo Padre na oração do Regina Coeli, em 4 de maio de 2008. 

A Ascensão é, assim, a estrada oposta ao afastamento de Deus. Por ela, Jesus se coloca ao lado do Pai. Todavia, elucida Bento XVI, a Ascensão não é uma “temporária ausência do mundo”, pois Jesus prometeu que ficaria ao lado da humanidade para sempre. Assim, a Ascensão é a indicação de uma direção, a trajetória na qual todos são chamados. 

“O Senhor dirige o olhar dos apóstolos para o Céu para indicar a eles como percorrer a estrada do bem durante a vida terrena. Ele, entretanto, permanece na trama da história humana, está próximo a cada um de nós e guia nosso caminho cristão: é companheiro dos perseguidos por causa da fé, está no coração daqueles que são marginalizados, está presente junto aqueles aos quais foi negado o direito à vida”, salientou o Santo Padre, na oração do  Regina Coeli, de 16 de maio de 2010.

Mas a Ascensão coloca em destaque outra realidade: a transcendência da Igreja. Enquanto constrói o Reino de Deus sob a terra, a Igreja marcha para o seu destino. 
 
“A Igreja não nasceu e não vive para suprir a ausência do Senhor 'desaparecido', mas ao contrário, encontra razão ao seu ser e a sua missão na permanente, mesmo que invisível, presença de Jesus - uma presença operante, mediante a potência do seu Espírito”, ressaltou o Papa.

Em outros termos, explica ainda o Pontífice, pode-se dizer que a Igreja não desenvolve a função de preparar o retorno de Jesus 'ausente', mas ao contrário, vive e opera para proclamar a 'presença gloriosa' de  maneira histórica e existencial. 

Refletindo...


Notícias em Destaque

Dilma diz que pobreza nunca foi olhada como deveria no Brasil

Ao lançar nesta quinta-feira (02/06) o Plano Brasil sem Miséria, principal eixo da política social do governo federal, a presidenta Dilma Rousseff disse que a pobreza nunca foi olhada como deveria pelos governantes que a antecederam, à exceção do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, único que citou como preocupado com a questão da miséria no país. Segundo Dilma, Lula enxergou os pobres como “seres capazes de construir sua própria riqueza, sua dignidade”.
“Foram precisos mais de quatro séculos para que o combate à pobreza se convertesse de fato em política prioritária de governo. Os nossos pobres já foram acusados de tudo, inclusive de serem responsáveis pela sua própria pobreza”, afirmou Dilma, ressaltando que o ex-presidente Lula foi um um dos inspiradores do plano lançado hoje.
“Já disseram que, se nós déssemos o Bolsa Família, eles [os mais pobres] se conformariam com a pobreza. Já disseram, de forma absurda, que as causas da pobreza eram o clima tropical, o nosso sol, e a miscigenação. Já disseram, e em parte tinham razão, que se a gente fosse olhar a raiz, uma das causas de nossa pobreza era a escravidão. Mas a escravidão passou há muito tempo e a falta de vontade política ultrapassou a escravidão”, disse a presidenta.
O Plano Brasil sem Miséria articula e amplia programas já existentes, como o Bolsa Família, que passa a atender mais 1,3 milhão de crianças e adolescentes, e inaugura o que o governo vem chamando de “busca ativa”, para identificar famílias que não são ainda atingidas por ações.
Em seu discurso, Dilma também afirmou que o grande mérito do plano é trazer para a pauta dos governos o compromisso de combate à miséria. “Devemos fazer todo e qualquer esforço para superá-la, para dizer que a luta contra a miséria é dever do Estado e tarefa de todos os brasileiros e brasileiras deste país”, disse a presidenta.
Dilma destacou ainda o papel de pensadores brasileiros que estudaram as questões sociais, como Gilberto Freyre, Joaquim Nabuco, Sérgio Buarque de Holanda, Josué de Castro e Darcy Ribeiro. Segundo a presidenta, no Brasil sem Miséria “ecoam as vozes” de todos esses pensadores.
A presidenta também lembrou o sociólogo Herbert de Souza, o Betinho, idealizador da campanha Ação da Cidadania contra a Miséria e pela Vida, na década de 1990,.e agradeceu à família do pintor Candido Portinari, que cedeu os direitos da obra do artista para ilustrar peças do Plano Brasil sem Miséria.

Alemanha regista 199 novos casos de infecção pela bactéria E. coli em apenas dois dias

As autoridades de Saúde alemãs anunciaram esta sexta-feira que nos dois últimos dias foram contabilizados 199 novos casos de infecção pela estirpe da bactéria E.coli, responsável pela morte de 18 pessoas, 17 na Alemanha e uma na Suécia.
O Instituto Robert Koch, responsável pelo acompanhamento da situação adiantou que há 149 casos de infecção pela estirpe da bactéria E. coli e 50 de uma síndrome causada pela mesma bactéria.
Estes dados elevam para 1733 o número de casos registados desde 1 de Maio de infectados pela perigosa estirpe da bactéria E.coli, cuja origem está ainda por identificar.
Rússia impõe condições para levantar embargo
A Rússia impôs várias condições para levantar  o embargo à importação de legumes frescos à União Europeia (UE).
Em comunicado citado pela AFP, a agência russa de protecção do consumidor  pediu quinta-feira para que "as estruturas competentes" na Alemanha ou na  UE confirmem as "razões da epidemia" antes de levantarem a interdição à  importação de legumes frescos. 
Para Moscovo, os europeus devem também estabelecer como e através de  que alimentos é que a epidemia se propagou, bem como determinar a origem  dos alimentos em causa. 
A Rússia exige ainda aos europeus que provem que a situação está sob  controlo e que publiquem medidas que permitam travar a propagação da epidemia.
A Comissão Europeia tinha já apelado a Moscovo para que levantasse imediatamente "o embargo imposto a todas as exportações de legumes da UE para a Rússia".

Economia brasileira cresce pelo 8º trimestre consecutivo


São Paulo - O crescimento de 1,3% da economia brasileira no período de janeiro a março deste ano foi a oitava alta trimestral consecutiva, após um curto período recessivo no auge da crise internacional.

No último trimestre de 2008 e no primeiro de 2009, o Produto Interno Bruto (PIB) encolheu, respectivamente, 4,2% e 1,9%. Os economistas definem que dois trimestres seguidos com retração representam que um país está tecnicamente em recessão.
Desde então, o desempenho segue positivo sempre na comparação com o trimestre anterior, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Antes da crise, a economia brasileira tinha acumulado 12 trimestres consecutivos de alta, no período de 2005 a 2008.
Já na comparação com o mesmo trimestre do ano anterior (variação anual), a alta de 4,2% foi a sexta consecutiva. 

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Notícias Católicas

Bento XVI recebe governadora-geral da Austrália

O  Papa Bento XVI recebeu em audiência a governadora-geral da Austrália Quentin Alice Louise Bryce. 

Depois do encontro com o Pontífice, a governadora australiana se encontrou com o secretário de estado, Cardeal Tarcísio Bertone, e com o secretário de relações internacionais, monsenhor Dominique Mamberti.

Durante o encontro eles recordaram as contribuições da Igreja Católica para com a sociedade australiana, o acolhimento dos refugiados e outros assuntos de comum interesse.

Os secretários vaticanos e a governadora australiana falaram também das atuais situações internacionais e regionais com particular referência aos desastres naturais e aos problemas ambientais, além do diálogo inter-religioso. 

Papa fala sobre oração de intercessão

O Papa Bento XVI falou sobre o significado da oração de intercessão na Catequese desta quarta-feira, 1º. A meditação do Pontífice teve como base o episódio bíblico em que o Povo de Israel constrói um bezerro de ouro e o profeta Moisés intercede para aplacar a ira do Senhor.

"Com a oração, desejando o desejo de Deus, o intercessor entra sempre mais profundamente na consciência do Senhor e da sua misericórdia e torna-se capaz de um amor que chega até o dom total de si", destacou.

Enquanto Moisés encontra-se sobre o monte Sinai para receber as tábuas da Lei, aos pés do monte o povo a transgride. Incapazes de resistir à espera e à ausência do mediador, Moisés, os Israelitas desejam uma presença tangível, palpável, do Senhor, e encontram no bezerro de metal fundido um deus acessível, ao alcance do humano.

"É essa uma tentação constante no caminho de fé: contornar o mistério divino construindo um deus compreensível, correspondente aos próprios esquemas, aos próprios projetos. Aquilo que acontece no Sinai mostra toda a estupidez e a ilusória vaidade dessa pretensão", alerta.

"Agora, deixa, pois, que se acenda minha ira contra eles e os reduzirei a nada; mas de ti farei uma grande nação" (Ex 32,10), diz Deus a Moisés. Segundo Bento XVI, é quase como que se o Senhor não quisesse agir sem a permissão de Moisés. 

"Na realidade, esse 'deixa que se acenda minha ira' é dito exatamente para que Moisés intervenha e Lhe peça para não fazê-lo, revelando assim que o desejo de Deus é sempre de salvação. [...] O pedido do intercessor pretende manifestar a vontade de perdão do Senhor. Essa é a salvação de Deus, que implica misericórdia, mas ao mesmo tempo denuncia a verdade do pecado, do mal que existe, e assim deseja que o pecador, reconhecido e rejeitado o próprio mal, possa deixar-se perdoar e transformar por Deus. A oração de intercessão torna-se assim operante, dentro da realidade corrompida do homem pecador, a misericórdia divina, que encontra voz na súplica do orante e se faz presente através dele ali onde há necessidade de salvação", explicou.

A súplica de Moisés centra-se sobre a fidelidade e a graça do Senhor, destacando que a obra de salvação iniciada deve ser completada. "Se Deus destruísse o seu povo, isso poderia ser interpretado como sinal de uma incapacidade divina de levar a cumprimento o projeto de salvação. Deus não pode permitir isso: Ele, o Senhor bom que salva, a garantia da vida, é o Deus de misericórdia e perdão, de libertação do pecado que mata. E, assim, Moisés apela a Deus, à vida interior de Deus contra a sentença exterior. A intercessão, de fato, deseja que o povo de Israel seja salvo, porque é o rebanho que lhe foi confiado, mas também para que naquela salvação se manifeste a verdade realidade de Deus. Amor pelos irmãos e amor por Deus se compenetram na oração de intercessão, são inseparáveis", ressalta o Papa.

Moisés apela à fidelidade de Deus e lembra-o de suas promessas. Nesse sentido, segundo o Bispo de Roma, "o intercessor não se desculpa pelo pecado de seu povo, não elenca presuntos méritos nem do povo nem seus, mas apela à gratuidade de Deus: um Deus livre, totalmente, que não cessa de buscar aquele se distanciou, que se mantém sempre fiel a si mesmo e oferece ao pecador a possibilidade de voltar a Ele e de tornar-se, com o perdão, justo e capaz de fidelidade".


Cristo

Em Moisés, que está no topo do monte face a face com Deus e se faz intercessor para o seu povo e oferece a si mesmo os Padres da Igreja viram uma prefiguração de Cristo, que do alto da cruz realmente está diante de Deus, não somente como amigo, mas como Filho.

"E não somente se oferece, mas com o seu coração transpassado se faz apagar, torna-se, como diz São Paulo mesmo, pecado, toma sobre si os nossos pecados para tornar-nos salvos; a sua intercessão não é somente de solidariedade, mas a identificação conosco: leva a todos nós no seu corpo. E assim toda a sua existência de homem e de Filho é clamor ao coração de Deus, é perdão, mas perdão que transforma e renova", explicita o Sucessor de Pedro.

Ele indica que se deve meditar frequentemente sobre a realidade de que Cristo está diante do rosto de Deus e reza por nós.

"A sua oração sobre a Cruz é contemporânea a todos os homens, contemporânea a mim: Ele reza por mim, sofreu e sofre por mim, se identificou comigo tomando o nosso corpo e a alma humana. E convida-nos a entrar nessa sua identidade, fazendo-nos um corpo, um espírito com Ele, porque do alto da Cruz Ele trouxe não novas leis, tábuas de pedra, mas a si mesmo, o seu corpo e o seu sangue, como nova aliança. Assim, faz-nos consanguíneos com Ele, identificados com Ele. Convida-nos a entrar nessa identificação, a estarmos unidos com Ele no nosso desejo de estar em um corpo, um espírito com Ele. Rezemos ao Senhor para que essa identificação transforme-nos, renove-nos, porque o perdão é renovação, é transformação", finalizou.

A audiência

O encontro do Bispo de Roma com os cerca de 20 mil fiéis reunidos na Praça de São Pedro aconteceu às 10h30 (horário de Roma - 5h30 no horário de Brasília). A reflexão faz parte da "Escola de Oração", iniciada pelo Papa na Catequese de 4 de maio.

Na saudação aos fiéis de língua portuguesa, o Papa salientou:

"Amados peregrinos de língua portuguesa, a minha saudação amiga para todos, com menção especial das Irmãs Franciscanas Hospitaleiras da Imaculada Conceição em festa pela recente beatificação da sua Madre Fundadora. Esta queria ver-vos todas unidas num mesmo e único pensamento: Deus. No pensamento e serviço de cada uma, o hóspede seja Deus; e, com Ele, a vossa vida não poderá deixar de ser feliz. Sobre vós, vossas comunidades e famílias desça a minha Bênção".

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