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quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Reflexão: A ousadia que não cultivamos


O que nos impede na maioria das vezes de ter o que queremos, de ser o que sonhamos, de fazer o que pensamos e aceitar com o coração, é a ousadia que não cultivamos.

Aeronáutica diz que 'não há indícios de sobreviventes' em queda de avião


Aeronave da Força Aérea Brasileira caiu no interior de Santa Catarina.
Oito pessoas estavam a bordo; avião havia partido de Canoas para o RJ.

Em nota divulgada no fim da tarde desta terça-feira (2), o Comando da Aeronáutica informou que "não há indícios de sobreviventes" da queda de uma aeronave no município de Bom Jardim da Serra (SC), a 135 quilômetros de Florianópolis.
O avião pertencia ao 5° Esquadrão de Transporte Aéreo da Força Aérea Brasileira.
Segundo a FAB, estavam a bordo o major Antônio Carlos Souza da Silva, o primeiro-tenente Samir de Barros Farias, o segundo-tenente Arthur Ricardo Carneiro da Silva Júnior, o segundo-tenente André Dias Alves, o suboficial Marcelo André Rhoden, o segundo-sargento Helenilton de Souza Schafer, o terceiro-sargento Jarbas Barbosa Mendes e Gracy Quelle Nunes de Oliveira.
A aeronave havia partido de Canoas (RS) às 11h35 com destino ao Rio de Janeiro e desapareceu do radar às 13h27. Um helicóptero de resgate foi até ao local do acidente.
Uma equipe do Corpo de Bombeiros de Lages (SC) tentou sobrevoar a região do acidente para realizar o trabalho de buscas aos destroços e às vítimas, mas os ventos fortes impediram que a aeronave conseguisse se aproximar do local.
No local do acidente, os bombeiros localizaram quatro corpos. As buscas serão retomadas na manhã de quarta-feira (3).
Funcionários de uma pousada localizada próximo ao local disseram ao G1 ter visto um avião caindo de bico e explodindo após a queda. A Aeronáutica abriu uma investigação para apurar as causas do acidente.

Mubarak e seus filhos se declaram inocentes em tribunal


Julgamento foi adiado até dia 15; Mubarak espera em hospital perto do Cairo
O ex-presidente egípcio Hosni Mubarak e seus filhos Alaa e Gamal, acusados de envolvimento na morte de manifestantes e de corrupção, se declararam inocentes no Tribunal Penal do Cairo que começou a julgá-los nesta quarta-feira. "Nego completamente as acusações", declarou Mubarak, que compareceu ao tribunal em uma maca. Depois, foram seus filhos que tomaram a palavra para rejeitar as acusações.
Pouco depois, o presidente do tribunal, Ahmed Rafaat, determinou que o julgamento fosse adiado até o próximo dia 15 e que Mubarak fosse encaminhado a um hospital perto da capital Cairo até quando precise se apresentar à Justiça novamente.
O ex-ditador chegou à Academia de Polícia do Cairo cerca de duas horas antes, em meio a protestos e confrontos entre seus partidários e opositores. Em torno da sede do tribunal, centenas de pessoas com bandeiras egípcias esperavam a chegada do ex-governante e seus dois filhos.
O ex-líder egípcio entrou no prédio depois de deixar uma ambulância. Seu traslado teve início em um helicóptero que decolou da localidade de Sharm el-Sheikh, junto a costa do Mar Vermelho, onde estava internado desde 13 de abril. Os advogados do ex-presidente insistem que Mubarak, de 83 anos, está muito doente.
Acusações - A promotoria acusou Mubarak de ter concluído um acordo com o ex-ministro do Interior Habib el Adli, que também está no banco dos réus, para matar "de maneira premeditada" os manifestantes que, em janeiro e fevereiro, protestaram contra o regime no Cairo e em várias províncias egípcias. Segundo a Promotoria, Mubarak e Adli permitiram aos policiais disparar contra os manifestantes e atropelá-los com seus veículos, e não utilizaram seus poderes para proibir tais ações.
Além disso, Mubarak, como presidente do país, aceitou para ele e seus dois filhos cinco vilas e outras propriedades no valor de 6,5 milhões de dólares do empresário Hussein Salem, detido na Espanha, em troca de ceder terrenos privilegiados na localidade de Sharm el-Sheikh.
Outra das acusações que recaem sobre ele é a do suposto acordo com o ex-ministro de Petróleo Sameh Fahmi sobre a venda de gás a Israel, por um preço inferior ao valor real no mercado, por meio de uma companhia de Salem, que é julgado à revelia.
Aparição - O histórico julgamento representa a primeira aparição pública de Mubarak desde 10 de fevereiro, quando fez um discurso um dia antes de renunciar à Presidência do Egito, após 18 dias de protestos. O ex-mandatário e seus filhos podem enfrentar pena de morte se considerados culpados por planejar o ataque contra os participantes da revolta popular, na qual morreram mais de 850 pessoas.
O comparecimento de Mubarak diante do tribunal despertou dúvidas até o último momento, devido a seu delicado estado de saúde. O ex-mandatário estava internado em um hospital de Sharm el-Sheikh sob detenção cautelar desde que sofreu ataque cardíaco durante um dos interrogatórios judiciais.
Acusado de abuso de poder e da morte de centenas de pessoas durante a revolta que pôs fim a seu mandato, Mubarak renunciou ao cargo em 11 de fevereiro. Além dele e seus filhos, estão sendo processados o empresário Hussein Salem, detido na Espanha, o ex-ministro do Interior Habib al Adli e seis de seus assessores, que também serão julgados por planejarem ataques contra os manifestantes durante a "revolução" de 25 de janeiro.

Oposição apresenta pedido para criar a CPI do Ministério dos Transportes

O líder do PSDB, senador Alvaro Dias (PR) encaminhou à Mesa do Senado, nesta terça-feira (2), requerimento para a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) com o objetivo de investigar as denúncias de irregularidades no Ministério dos Transportes.
 Ele informou ter coletado o número de 27 assinaturas de senadores, que correspondem a um terço da composição da Casa, para a criação da CPI.
- Atingimos as 27 assinaturas, número regimental para a criação de CPI. A CPI terá 13 senadores titulares e sete suplentes e terá a duração de 180 dias - afirmou o líder.
Apesar de o requerimento ter sido apresentado, a criação da CPI não está garantida. É que os senadores que assinaram o pedido ainda podem desistir e retirar suas assinaturas. Além disso, a Mesa precisa ler o requerimento encaminhado por Alvaro Dias, para então dar início ao prazo para instalação da CPI do Ministério dos Transportes.
As denúncias de corrupção, inicialmente publicadas pela revista Veja, vincularam as irregularidades no Ministério dos Transportes a um esquema que beneficiaria políticos do PR. E acabaram por provocar a queda, em julho, do ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento, e de outros 26 subordinados. No lugar de Nascimento - que voltou a exercer seu mandato de senador pelo Amazonas e se defendeu das acusações nesta terça em Plenário - assumiu o então secretário-executivo do Ministério, Paulo Sérgio Passos, apontado como homem de confiança da presidente da República, Dilma Rousseff.
A CPI deverá, segundo Alvaro Dias, investigar os "graves problemas" na contração de serviços, obras e processos licitatórios a partir de relatórios e outros documentos produzidos pelo Tribunal de Contas da União (TCU) que evidenciaram a existência de irregularidades no Ministério dos Transportes e nos órgãos vinculados a ele.

Carta de sobrevivente para atirador da Noruega faz sucesso na internet


Jovem de 16 anos publicou mensagem a Anders Breivik no Facebook.
'Combatemos o mal com o bem. Nós ganhamos'; leia a carta na íntegra.

Uma mensagem escrita para Anders Breivik, o extremista de direita que confessou a autoria dos ataques que deixaram 77 mortos na Noruega, foi publicada no Facebook nesta segunda-feira (1º) e tem causado repercussão na Noruega.
Escrita por Ivar Benjamin Oesteboe, um sobrevivente do tiroteio na ilha de Utoya, a carta se concentra em dizer que o plano do atirador funcionou ao contrário, e que o povo está mais unido do que nunca. "Nós não respondemos o mal com o mal, como você faria. Nós combatemos o mal com o bem. E nós ganhamos".
Com alguns colegas, Oesteboe se escondeu após Breivik começar a disparar contra os jovens que participavam de um acampamento promovido pelo Partido Trabalhista na ilha de Utoya, próxima da capital norueguesa.
O adolescente chegou a ver o atirador em ação. "Quando me virei, vi ele vestindo um uniforme da polícia. Ele atirava nas cabeças das pessoas enquanto ria", contou ele ao jornal norueguês "Dagbladet". Oesteboe e os amigos só saíram do esconderijo quando a polícia chegou ao local.
Leia abaixo a íntegra da carta escrita pelo jovem.
"Caro Anders Behring Breivik,
Muitos dos meus amigos que conheci em Utøya estão mortos, e você é o autor do crime. Por pura coincidência você não me matou, eu tive sorte.
Você pode pensar que ganhou. Você pode pensar que destruiu o Partido Trabalhista e pessoas no mundo que são responsáveis por uma sociedade multicultural, matando os meus amigos e camaradas.
Você não só chocou o mundo, mas deixou as nossas almas em chamas, e saiba que nunca antes estivemos todos unidos como agora.
Você se refere a si mesmo como um herói, um cavaleiro. Você não é um herói. Mas uma coisa é certa: você criou heróis. Em Utøya, aquele dia quente de julho criou alguns dos maiores heróis que o mundo já viu, você fez com que todos os povos do mundo se unissem. Negros e brancos, homens e mulheres, crianças e adultos, vermelhos e azuis (referências às cores dos partidos políticos), cristãos e muçulmanos.
Você fez a sua oferta aos mártires, os imortais, e você mostrou ao mundo que, quando uma pessoa demonstra tanto ódio quanto você tem feito, pense em quanto amor podemos mostrar quando nos unimos?
Você matou meus amigos, mas você não matou a nossa causa, nossas opiniões, nosso direito de nos expressar. Mulheres muçulmanas são tratadas nas ruas com simpatia, e seu objetivo era proteger a Europa do Islã? Seu trabalho tem servido ao seu propósito, criamos uma comunidade.
Você merece ouvir como o seu plano funcionou. Muitos estão com raiva, você é o homem mais odiado. Eu não estou zangado. Não tenho medo de você. Você não pode nos tocar, somos maiores do que você. Nós não respondemos o mal com o mal, como você faria. Nós combatemos o mal com o bem. E nós ganhamos."

Brasil tenta compensar câmbio com política industrial

O Plano Brasil Maior incluiu a redução de 20% para zero da alíquota de contribuição patronal ao INSS para os setores de confecções, calçados, móveis e softwares

Brasília - O governo anunciou nesta terça-feira reforços ao financiamento à indústria e medidas de desoneração tributária para setores intensivos em mão de obra e exportadores, em um esforço para elevar os investimentos no país e compensar parcialmente prejuízos provocados pelo real valorizado.
O pacote de medidas, denominado Plano Brasil Maior, incluiu a redução de 20 por cento para zero da alíquota de contribuição patronal ao INSS para os setores de confecções, calçados, móveis e softwares, e a prorrogação de desonerações para bens de capital.
Ao anunciar as medidas, que custarão 25 bilhões de reais aos cofres públicos em dois anos, a presidente Dilma Rousseff afirmou que o governo está dando início a uma "cruzada em defesa da indústria brasileira", em meio a um cenário internacional marcado pela concorrência "desleal e predatória".
"É imperativo defender a indústria brasileira e nossos empregos da concorrência desleal da guerra cambial", afirmou Dilma que, com o pacote, tenta afastar críticas de imobilismo do seu governo em meio a denúncias de corrupção em alguns ministérios.
O governo anunciou que, dentro de 90 dias, passará a restituir aos exportadores o equivalente a 3 por cento de suas receitas com exportações a título de compensação pelo pagamento de tributos ao longo da cadeia que não são desonerados pelas sistemáticas vigentes.
Essa restituição, paga em espécie, é calculada em cerca de 4 bilhões ao ano. Para este ano, o pagamento começará a ser feito dentro de cerca de três meses e é estimado em cerca de 600 milhões de reais.
O governo também anunciou que a devolução dos créditos tributários de PIS e Cofins sobre bens de capital passará a ser paga de forma automática. O prazo atual é de até 12 meses.
O pacote engloba ainda a prorrogação de linhas de financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), incluindo o Programa de Sustentação do Investimento (PSI), já estendido até dezembro.
As reações iniciais às medidas por parte das entidades representativas da indústria foram positivas, mas empresários frisaram que viram o pacote como um passo inicial, e que avanços são esperados.
"Como foi bem dito pela presidenta Dilma, trata-se de um início. Lógico que não resolve totalmente os problemas, mas foi um bom início", afirmou o presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf.

Saudita quer construir torre mais alta do mundo com grupo Bin Laden


Torre terá um quilómetro de altura e incluirá um hotel e escritórios de luxo. Família do terrorista Osama bin Laden participa no projecto.
A Kingdom Holding, do multimilionário príncipe saudita Alwaleed bin Talal, assinou um contrato no valor de 1,23 mil milhões de dólares (cerca de 860 milhões de euros) com o grupo Bin Laden, da família o terrorista Osama bin Laden, para a construção daquela que será a maior torre do mundo, em Jeddah, Arábia Saudita.
O edifício terá 1 quilómetro de altura, superando assim os 828 metros da torre Burj Khalifa, localizada no Dubai, e que teve um custo de 1,5 mil milhões de dólares (cerca de mil milhões de euros).
Segundo o comunicado citado pela Reuters, a nova torre incluirá um hotel, condomínios e escritórios de luxo.
A ‘holding' adiantou ainda que irá deter 33,35% das acções da empresa Jeddah Economic, ao passo que o grupo Bin Laden (16,63%), a Abrar International Holding (33,35%) e o empresário Abdurrahman Sharbatly (16,67%) ficarão com as restantes participações.
O grupo Bin Laden é uma multinacional que actua com petróleo e construção civil, entre outros sectores, com ligações à família real saudita. A família ficou conhecida em todo o mundo depois um dos seus membros, Osama bin Laden, ter fundado a rede terrorista Al-Qaeda.

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