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Moody's também alertou que o país pode precisar de outra rodada de ajuda financeira da UE
Madri - As ações dos bancos de Portugal e da Espanha operam com forte queda nesta manhã, em reação à decisão de ontem da agência de classificação de risco Moody's Investor Service de rebaixar o rating (classificação de risco) de Portugal para grau especulativo. A Moody's também alertou que o país pode precisar de outra rodada de ajuda financeira da União Europeia.
Às 7h30 (de Brasília), Banco Comercial Português caía 6,09%, Banco Espírito Santo recuava 3,61% e Banco BPI perdia 4,96% na Bolsa de Lisboa, enquanto o índice PSI-20 tinha baixa de 2,37%.
Para Portugal e seus bancos, o rebaixamento foi "a materialização do pior cenário, de forte aumento no custo do risco e de falta de acesso aos mercados por um longo período", comentou um operador de Madri.
Na Bolsa de Madri a situação é parecida. No horário citado, Banco Santander caía 1,96%, Banco Bilbao Vizcaya Argentaria (BBVA) cedia 2,10% e Banco Popular Español declinava 2,48%. O índice Ibex-35 tinha queda de 1,52%. Todos eles têm unidades em Portugal e detêm parte da dívida soberana portuguesa.
De acordo com o Banco para Compensações Internacionais (BIS, na sigla em inglês), o sistema financeiro da Espanha é o mais exposto ao risco português, com 78,3 bilhões de euros em dívida pública e privada, quase um terço da dívida total portuguesa em circulação.
O rebaixamento de Portugal pela Moody's ocorreu em um momento delicado para a Espanha, que está nos estágios finais da reestruturação de seu setor bancário. Nas próximas semanas, dois bancos de poupança espanhóis tentarão realizar ofertas públicas iniciais (IPO, na sigla em inglês) de ações, enquanto o fundo de resgate do Banco Central da Espanha injeta capital nas instituições financeiras mais fracas do país.
A Moody's cortou o rating de longo prazo de Portugal para Ba2, dois níveis dentro do nível "junk", e atribuiu perspectiva negativa para a classificação, o que significa que novos cortes são possíveis. As informações são da Dow Jones.
A Rua da Assembléia, no trecho entre a Rua da Carioca e a Avenida Rio Branco, no Centro, onde quatro bueiros explodiram no fim da tarde de segunda-feira, permanece interditada ao trânsito. Funcionários da Light trabalharam na manutenção do bueiro durante toda a madrugada, mas a CEG ainda precisa fazer uma vistoria para que a via possa ser liberada.
Na Rua Sete de Setembro, onde um bueiro também explodiu, o tráfego já flui normalmente. Na tarde de ontem, os motoristas que desejavam passar pelas proximidades de Praça Tiradentes eram obrigados a desviar para a Rua do Teatro.
Até o início da noite de terça-feira (5), o número de bueiros explodidos chegava a sete em menos de 48 horas. Na segunda, quatro bueiros pegaram fogo em Copacabana, e na terça, mais dois - um na Rua Sete de Setembro e outro na Rua Dias de Souza, em Copacabana.
Prefeitura multa Light
Diante da série de explosões de bueiros de energia elétrica da Light desde a noite de ontem, a Prefeitura do Rio decidiu multar a empresa. Entretanto, a soma de 13 multas limita-se ao valor de R$ 10.282,80.
Segundo comunicado oficial divulgado pela Prefeitura, essas multas referem-se a danos ao patrimônio desde a criação da comissão de acompanhamento em abril do ano passado passado.
A Prefeitura reiterou que "a operação, manutenção e segurança das redes subterrâneas de distribuição de energia elétrica é de responsabilidade exclusiva da Light. A regulação e fiscalização desses serviços e equipamentos é de responsabilidade da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), órgão regulador do setor elétrico no país".
Aneel vai intensificar fiscalização
A diretoria da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) decidiu nesta terça-feira intensificar a fiscalização na Light em razão das ocorrências em bueiros da rede subterrânea de distribuição de energia no Rio de Janeiro. Apenas nas últimas 24 horas, seis bueiros registraram explosões na cidade, deixando duas pessoas feridas.
A área de fiscalização vai verificar mensalmente as ações desenvolvidas pela empresa. Para isso, a Aneel vai designar um fiscal para acompanhar, exclusivamente, o trabalho da Light em suas redes subterrâneas.
A decisão foi comunicada no final desta tarde à Light, durante reunião convocada pela diretoria da Aneel. O diretor-geral da Agência, Nelson Hübner, afirmou que essas ocorrências não podem continuar a acontecer e que a empresa deve prestar um serviço adequado sem colocar em risco a vida dos cidadãos cariocas.
MP: Light pagará R$ 100 mil por bueiro que explodir
Diante da série de explosões de bueiros de energia elétrica da Light desde a noite de ontem, a Prefeitura do Rio decidiu multar a empresa. Entretanto, a soma de 13 multas limita-se ao valor de R$ 10.282,80.
Segundo comunicado oficial divulgado pela Prefeitura, essas multas referem-se a danos ao patrimônio desde a criação da comissão de acompanhamento em abril do ano passado passado.
O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro e a empresa de energia elétrica Light assinam na quarta-feira um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC). De acordo com os Promotores de Justiça de Defesa do Consumidor, o objetivo do documento é criar uma sanção econômica (multa de R$ 100 mil) sempre que houver explosão de bueiro que cause morte, lesão corporal (leve, grave ou gravíssima), e/ou dano ao patrimônio público ou privado.O compromisso assumido com o MPRJ não isenta a empresa de qualquer responsabilidade civil.
Na véspera dascomemoraçõesdos200 anosda independência da Venezuela, que se assinala hoje, dia 5 de julho, o líder pediu o apoio do povo para a "vitória definitiva".
"Que ninguém pense que a minha presença aqui, neste dia 4 de julho, significa que ganhámos a batalha. Não. Começamos a vencer o mal que se incubou no meu corpo", declarou Hugo Chávez, na varanda do Palácio presidencial de Miraflores, naquele que foi o seu primeiro discurso à nação após quase um mês de ausência.
No regresso ao país, na véspera das comemorações dos 200 anos da independência da Venezuela - que se assinala hoje, dia 5 de julho -, o líder pediu o apoio no caminho para a "vitória definitiva" aos milhares de seguidores que o receberam com aplausos.
"Esta nova batalha também ganharemos e ganharemos juntos", disse Chávez, vestido com traje militar e boina vermelha, revelando que a operação foi "profunda", de mais de seis horas, e que "se entregou a Deus, à ciência e ao amor e paixão do Povo".
O líder venezuelano que foi internado de urgência a 10 de junho em Havana, Cuba, pediu ao povo compreensão na segunda fase de tratamento que pressupõe um "plano médico restrito".
O governo federal gastou R$ 14,4 milhões para custear procedimentos de alta complexidade e internações de pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) que já estavam mortos. Auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU) identificou 9 mil casos de pagamentos indevidos em todo o País entre junho de 2007 e abril de 2010. Outros 860 procedimentos, referentes a pacientes que morreram durante a internação, foram pagos.
O relatório do TCU mostra que boa parte das hospitalizações ocorreu, mas em períodos distintos do informado no boleto de cobrança. A estratégia seria usada por administradores de hospitais para driblar o limite de reembolso mensal fixado pelo governo. Atingido o teto, eles empurravam as cobranças para o mês seguinte, alterando, assim, a data dos procedimentos.
Os casos somente foram identificados por causa da incoerência entre datas dos procedimentos e da morte dos pacientes. Por isso, o relator do processo, ministro José Jorge, alerta que o problema pode ser ainda maior porque não são considerados dados de pacientes que sobreviveram. “Existe uma clara possibilidade de que casos semelhantes tenham ocorrido, mas não detectados”, avalia.
Hospitais apresentaram uma justificativa para a cobrança. Segundo eles, isso ocorreria em razão da entrega antecipada de medicamentos em locais distantes, onde a troca de informações é demorada. Isso faria com que, muitas vezes, a notícia da morte do paciente demorasse a chegar ao serviço de saúde.
“Essa justificativa pode explicar parte das ocorrências verificadas, mas não a sua totalidade”, disse Jorge. Para ele, os dados reunidos na investigação feita mostram haver também casos pontuais em que há indícios de cobranças indevidas.
A diretora do departamento de regulação, avaliação e controle de sistema do Ministério da Saúde, Maria do Carmo, afirmou que as recomendações do TCU já são adotadas pela pasta. “O sistema de AIH (autorização de internação hospitalar) é antigo. Criamos de forma sistemática amarras para evitar fraudes. Mas, como em todas as áreas, embora o sistema seja permanentemente aprimorado, há o componente humano, a criatividade das pessoas que estão dispostas a fraudar”, afirmou. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
CABUL, Afeganistão — Um avião de carga caiu em uma zona montanhosa do leste do Afeganistão nesta quarta-feira, informaram o ministério afegão dos Transportes e a força internacional da Otan (Isaf), que não divulgaram um balanço de vítimas.
Um alto funcionário do ministério, Nangyalai Qalatwal, afirmou à AFP que o avião havia sido fretado pela Isaf, mas o porta-voz da Otan OTAN, comandante Tim James, disse que não podia confirmar a informação.
A aeronave caiu no distrito de Ghorband, na província de Parwan.
O presidente do conselho de administração do Grupo Pão de Açúcar, Abilio Diniz, defendeu o movimento para unir as operações da varejista às do Carrefour no Brasil e disse que buscará convencer o grupo francês Casino a apoiar o negócio.
Diniz afirmou ao jornal francês Le Figaro nesta quarta-feira que não violou o acordo de acionistas que possui com o Casino e que tem o direito de manter negociações com quem ele quiser.
O Casino, com quem o empresário divide o controle do Pão de Açúcar, está combatendo a operação e afirmou na terça-feira estar confiante de que sairá vitorioso na Justiça. O grupo varejista também acusou o Carrefour de ter adotado comportamento hostil.
"É um projeto em que todos saem ganhando, os acionistas brasileiros do Pão de Açúcar, os dos Carrefour e os do Casino", disse Diniz ao Le Figaro. "O potencial de crescimento do Casino na França é limitado, enquanto o Brasil é muito significativo. Tenho muita admiração pelo Carrefour, o que me motivou para o Pão de Açúcar".
O Casino, que acusa Diniz de ter negociado a fusão com o Carrefour às escondidas, arquivou dois pedidos de arbitragem internacional contra o empresário.
Diniz e Casino detêm, cada um, 50 por cento do poder de voto na Wilkes, holding criada para controlar 66 por cento do Pão de Açúcar. O conselho da Wilkes deve se reunir em 2 de agosto para discutir os planos de fusão.
O empresário acrescentou que o presidente-executivo do Casino, Jean-Charles Naouri, estava "perfeitamente ciente" de que ele estava interessado no Carrefour.
"Não acredito que Jean-Charles se oponha a este plano, que é positivo para todos", afirmou ele. "Ele olhará todos os termos, para ele, para o Casino e para o Pão de Açúcar. Minha intenção é conversar com ele e convencê-lo".
Diniz disse ainda que há argumentos financeiros a favor da fusão com o Carrefour no Brasil.
A margem operacional do Pão de Açúcar é superior a 7 por cento, enquanto a do Carrefour Brasil está abaixo de 1 por cento, segundo o empresário.
"Se podemos levar o Carrefour ao mesmo nível do Pão de Açúcar, as perspectivas de aumento de lucro são muito fortes", afirmou. "Os ganhos serão elevados ainda mais com as sinergias que essa união pode criar. O risco é limitado em termos de concorrência", acrescentou.