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ATENÇÃO AMIGO INTERNALTA O NOSSO SITE ESTÁ EM MANUTENÇÃO E MUITO EM BREVE ESTAREMOS NORMALIZANDO.

terça-feira, 14 de junho de 2011

Notícias do Brasil e do Mundo

RS: cinzas de vulcão provocam cancelamento de 94% dos voos

A aproximação das cinzas do vulcão chileno Puyehue provocou o cancelamento de 98,5% dos voos do Aeroporto Salgado Filho, em Porto Alegre (RS), nesta sexta-feira. Dos 70 voos programados, 66 foram cancelados, entre 0h e 15h.
De acordo com a Infraero, os cancelamentos são uma medida de segurança adotada por algumas empresas aéreas, devido aos riscos de que as cinzas - que ontem foram vistas a até 7,5 km de altitude no município de Bagé, no sul do Estado - prejudiquem o funcionamento das turbinas das aeronaves. Ontem, as duas maiores companhias brasileiras do setor, TAM e Gol, anunciaram a suspensão temporária das operações no Estado, voltando a operar na tarde de sexta.
O único voo posterior às 14h30 que não foi cancelado, da companhia Trip, deveria ter deixado o Salgado Filho às 6h50, rumo a Campo Grande (MS), e sofreu atraso superior a 30 minutos. A empresa continua operando normalmente no Rio Grande do Sul.
Em nota divulgada na quinta-feira, a Gol disse que suspendeu os voos nos aeroportos de Porto Alegre e Caxias do Sul, a partir das 18h30 e 19h de ontem, respectivamente. A empresa também afirmou que, para preservar a segurança de seus clientes e colaboradores, suspenderia temporariamente as operações nos aeroportos de Florianópolis, Chapecó e Navegantes, em Santa Catarina, a partir das 4h desta sexta-feira.
Conforme nota divulgada, a Gol tomou a decisão "para preservar a segurança de seus clientes e colaboradores. A decisão baseia-se em prognósticos que apontam o avanço das cinzas do vulcão chileno Puyehue sobre o espaço aéreo do Estado. As operações da Gol nos aeroportos internacionais Ministro Pistarini e Aeroparque Jorge Newbery, em Buenos Aires, e na cidade de Montevidéu estão interrompidas pelo mesmo motivo".
Os clientes com passagens marcadas estão sendo contatados, segundo a Gol, para providenciar reacomodações sem cobrança de taxas, ou o reembolso no valor integral dos bilhetes. A Central de Relacionamento está disponível nos números 0300-115-2121 (Brasil), 0810-266-3232 (Argentina) e 5098-2403-8007 (Uruguai). A empresa orienta clientes que viajariam hoje às cidades mencionadas a permanecer em seus destinos de origem e contatar a companhia.
Os cancelamentos da TAM tiveram início às 21h de ontem. A companhia também continua com seus voos suspensos para os aeroportos de Buenos Aires e Montevidéu pelo menos até as 12h de sexta-feira.
A TAM afirmou, em nota, que "continua analisando as informações disponíveis sobre a densidade e o deslocamento da nuvem de cinzas e continuará avaliando a situação para retomar suas operações normais o mais rapidamente possível em todos os aeroportos afetados. Os clientes da companhia devem ligar para a Central de Atentidimento da TAM antes de se dirigirem ao aeroporto, nos números 4002-5700 (capitais do Brasil) e 0800-570-5700 (demais localidades). Os afetados serão reacomodados nas próximas opções de voos disponíveis, após a normalização da situação, e serão isentados de taxa de remarcação."
A Azul também anunciou a suspensão das atividades com destino ao Rio Grande do Sul, paralisando os trabalhos nos aeroportos de Porto Alegre e Caxias do Sul. A empresa não tem previsão de quando a situação poderá ser normalizada. Também estão suspensos os voos para Buenos Aires, Montevidéu e Assunção.
Cinzas cobrem maior parte do RS
Segundo boletim divulgado às 7h30 pela Força Aérea Brasileira (FAB), baseado em informações do Centro de Gerenciamento da Navegação Aérea (CGNA), as nuvens decorrentes das cinzas do vulcão chileno cobrem boa parte do céu do Estado do Rio Grande do Sul. De acordo com a FAB, a camada vulcânica estava concentrada entre 7 mil m e 10 mil m de altitude.
Após chegar a cobrir cerca de 70% do território gaúcho, a área com ocorrência de nuvens diminuiu nesta manhã, segundo a FAB. "A camada continua se deslocando para cima, rumo a Santa Catarina, mas com a possibilidade de seguir para o Oceano Atlântico, se mantidas as atuais condições meteorológicas", diz a Força Aérea em nota.
"O CGNA tem coordenado desvios para que as aeronaves voem acima ou abaixo da camada, de forma a não ingressar nas áreas com registro de nuvens", completa.
Problema afeta aeroportos de todo o País
Os reflexos do avanço da nuvem de cinzas do vulcão chileno se estenderam por aeroportos de todo o País nesta sexta-feira. A Infraero registrava, até as 9h, cancelamento em 20,7% dos voos domésticos nos aeroportos brasileiros. Das 714 partidas previstas desde a meia-noite, 148 foram cancelados. Outros 94 voos haviam sofrido atraso superior a 30 minutos (13,2%).
Apesar de apresentar alto índice de cancelamentos (61,3%), o aeroporto Afonso Pena, em São José dos Pinhais, na região metropolitana de Curitiba, não foi afetado diretamente pelas cinzas, e sim por um denso nevoeiro que cobriu a capital paranaense nesta manhã, obrigando o fechamento do aeroporto para pousos. Das 31 partidas previstas até as 9h, 19 haviam sido canceladas e uma sofrido atraso.
Em Florianópolis (SC), o Aeroporto Hercílio Luz registrava 45,5% de cancelamento de voos. Das 11 partidas previstas, cinco foram canceladas, e uma sofreu atraso.
Em São Paulo, dos 50 voos previstos para deixar o aeroporto de Congonhas entre 0h e 9h, 17 (34%) foram cancelados. Outros três (6%) atrasaram. No terminal de Cumbica, em Guarulhos (SP), das 62 partidas previstas, 11 (17,7%) foram canceladas e 10 (16,1%) sofreram atraso.
Já no Rio de Janeiro, o aeroporto Santos Dumont registrava 10 cancelamentos entre as 36 partidas previstas (27,8%). Outros três voos sofreram atraso superior a 30 minutos. No Galeão, 6 das 42 partidas (14,3%) foram canceladas, e outras cinco atrasaram.


RJ: Justiça torna 429 bombeiros e 2 PMs réus por motim e dano


A juíza Ana Paula Monte Figueiredo Pena Barros, da Auditoria da Justiça Militar do Rio, recebeu nesta segunda-feira a denúncia oferecida pelo Ministério Público (MP) contra os 429 bombeiros e dois policiais militares presos no último dia 4, após a invasão do Quartel Central da corporação. Eles vão responder à ação penal militar pelos crimes de motim, dano em material ou aparelhamento de guerra, dano em aparelhos e instalações de aviação e navais e em estabelecimentos militares.

Atendendo ao pedido do MP, o processo foi desmembrado, formando dois novos - um relacionado aos dois PMs e outro aos 14 bombeiros considerados "cabeças" do motim, em que se incluem os oficiais. Os demais 415 acusados permaneceram agrupados na ação principal. Todos os militares foram notificados de que deverão comparecer à Auditoria da Justiça Militar na quarta-feira, dia 15, para serem citados.
As datas dos interrogatórios também já estão definidas. Os 14 bombeiros apontados como líderes do motim serão ouvidos no dia 8 de julho, às 12h, pelo Conselho Especial de Justiça, que, no caso, será composto por um coronel e três tenentes-coroneis do Corpo de Bombeiros, e presidido pela juíza Ana Paula Monte Figueiredo Pena Barros. O interrogatório dos dois PMs denunciados foi marcado para o dia 11 de julho, às 13h. Eles serão ouvidos pelo Conselho Permanente de Justiça da Polícia Militar, composto por um major e três capitães da corporação, e também presidido pela juíza da Auditoria da Justiça Militar.
Os demais 415 bombeiros foram divididos em grupos e serão interrogados entre os dias 5 e 18 de agosto, sempre a partir das 10h. Os depoimentos ocorrerão perante o Conselho Permanente de Justiça do Corpo de Bombeiros, composto por um major e três capitães daquela corporação, e presidido pela juíza Ana Paula. A denúncia do MP apresenta uma relação de 14 veículos operacionais danificados pelos manifestantes. Também teriam sido inutilizados os portões de entrada do Quartel Central e a portões de acessos internos.
Bombeiros na cadeia
Cerca de 2 mil bombeiros que protestavam por melhores salários invadiram o quartel do Comando-Geral da corporação, na praça da República, em 3 de junho. Os manifestantes chegaram a usar mulheres como escudo humano para impedir a entrada da cavalaria da Polícia Militar no local. No entanto, o Batalhão de Choque da PM (Bope) invadiu o quartel por volta das 6h do dia seguinte e prendeu 429 bombeiros e dois PMs.
Após os manifestantes acamparem em frente à Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), foi concedido habeas-corpus aos detidos e os bombeiros começaram a ser libertados na noite de 10 de junho. No dia 13, a Justiça aceitou denúncia do Ministério Público e tornou réus os 431 militares por motim, dano em material ou aparelhamento de guerra, dano em aparelhos e instalações de aviação e navais e em estabelecimentos militares.
A situação vinha se tornando mais tensa desde maio, quando uma greve de guarda-vidas, que durou 17 dias, levou cinco militares à prisão. A paralisação acabou sendo encerrada por determinação da Justiça. Segundo eles, os profissionais recebem cerca de R$ 950 por mês.

Enviado da ONU afirma que demora na reação sobre a Síria custa vidas
NOVA YORK, EUA — Países europeus intensificaram nesta segunda-feira a campanha para que o Conselho de Segurança da ONU condene a repressão dos protestos da oposição na Síria, depois que o enviado da ONU afirmou que a demora em reagir está custando centenas de vidas.
Mas o chanceler da Síria afirma em uma carta enviada ao governo dos Estados Unidos que a proposta dos países europeus é uma tentativa de "desestabilizar" seu país.
Rússia e China são contrárias à resolução proposta por Grã-Bretanha, França, Alemanha e Portugal contra o presidente Bashar al-Assad. Os europeus, com apoio dos Estados Unidos, tentam convencer Brasil, África do Sul e Índia, países que demonstram reservas quanto ao tema.
O enviado da ONU, o embaixador francês Gerard Araud, afirmou que as duas semanas de negociações do texto custaram centenas de vidas.
Para ele, a falta de ações por parte do Conselho de Segurança não é uma opção.

Para Brasil, censura à Síria ampliaria crise


O Brasil mantém cautela em apoiar uma resolução contra a Síria no Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) porque teme que a aprovação abra caminho para a aplicação de sanções econômicas ou mesmo de intervenção militar no futuro, como ocorreu na Líbia. Na avaliação do Itamaraty, isso agravaria a crise entre Bashar Assad e os opositores, aumentando a instabilidade no Oriente Médio.
A ação da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) contra Muamar Kadafi, segundo a reportagem apurou, vem sendo considerada um fracasso por alguns membros do conselho, como o Brasil, a Rússia e a China. Esses países avaliam que a intervenção inviabilizou uma solução política para o conflito e o mesmo poderia ocorrer em relação a Assad.
China e Rússia têm interesses econômicos e geopolíticos na Síria. O Brasil, por seu lado, teme que a imposição de uma resolução - ainda que não traga condenações econômicas - abra caminho para uma intervenção.
Existem três tipos de resolução que podem ser adotadas, previstas no Capítulo 7 da Carta da ONU. Na primeira, descrita no Artigo 40, estão as que condenam um país, mas sem a aplicação de sanções econômicas ou militares. A segunda, prevista no Artigo 41, trata de sanções econômicas. Já as punições com base no Artigo 42 autorizam o uso da força. Foi o caso da Resolução 1.973, que autorizou a intervenção contra Trípoli. 

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Notícias Católicas

Mais que casamenteiro, Santo Antônio é exemplo de coerência


Mais que um santo de devoção, para Beatriz Cristina Gonçalves, Santo Antônio é um companheiro. Para ela, que faz aniversário nesta segunda-feira, 13, dia de Santo Antônio, ele é aquele amigo que sempre a escuta. 

Esse é um ano muito importante para Beatriz: é o ano de seu casamento. “Eu pedi a Santo Antônio que estivesse comigo nesse dia. Pedi a ele que eu pudesse me casar na casa dele. A Catedral Santo Antônio de Guaratinguetá é muito concorrida, mas eu pedi a ele e consegui marcar meu casamento lá no dia que planejava. Acredito que foi uma intercessão dele”, conta a jovem.
Sempre muito compadecido com os pobres, Santo Antônio casava muitos deles sem exigir nenhuma contribuição financeira para a igreja, como era costume na época. Veio daí a fama de "santo casamenteiro". 

“Conta-se também que uma jovem muito bonita, que queria encontrar um marido, fazia todos os dias orações e colocava junto à imagem de Santo Antônio flores que ela mesma colhia em seu jardim. Já cansada de esperar ela atira a imagem pela janela que cai na cabeça de um rapaz que se apaixona por ela e mais tarde eles se casam”, recorda o pároco Lilson Rodrigues da paróquia Santo Antônio, de Cachoeira Paulista, interior de São Paulo.

Antes de morrer, Santo Antônio prometou que nunca deixaria de atender um pedido dos fiéis. Com os anos, surgiram simpatias em relação a imagem do santo, mas como alerta o padre, tais coisas são heresias que nada condizem com a fé católica.
Mas Santo Antônio é mais que um santo casamenteiro, ele foi um grande anunciador do Evangelho e para padre Lilson o grande exemplo que Santo Antônio deixou foi o de uma vida coerente com aquilo que se prega.

“Maior característica de Santo Antônio é a busca por uma vida coerente. Pois ele sabia que muito mais que anunciar é preciso ter a vivência da palavra de Deus, mirando o exemplo dos santos”, destaca o pároco.


História de Santidade

Nascido em 15 de agosto de 1195, em Lisboa, Portugal, ele recebeu no batismo o nome de Fernando. Era o único herdeiro de Martinho, nobre pertencente ao clã dos Bulhões e Taveira de Azevedo. 

Fernando teve uma vida farta e estudou nos melhores escolas. Mas depois ingressar na vida religiosa na Ordem dos Cônegos Regulares de Santo Agostinho, o jovem  sacerdote pede para ser transferido para Coimbra a fim de ficar longe do assédio da família que não aceitava sua escolha pela pobreza. 

Nos estudos de filosofia e teologia, ele não encontrou dificuldade, pois tinha uma inteligência e uma memória formidável, acompanhadas por grande zelo apostólico e santidade. 

Em Portugal, conheceu conheceu a família dos Franciscanos e se encantou pelo testemunho dos mártires em Marrocos, além da vida itinerante na santa pobreza, uma vez que também queria testemunhar Jesus com todas as forças. E é na ordem dos franciscanos que Fernando adota o nome de Antônio.

“Lá ele passa a fazer trabalhos braçais e viver uma vida bem diferente daquela que ele vivia. Lá ele também conhece a graça da contemplação e conhece o próprio Francisco de Assis”, conta padre Lilson.

Certa vez,  o supervisor pede para ele fazer o sermão do dia de improviso e todos ficaram surpresos com sua facilidade e sabedora para anunciar o Evangelho. 


Amor aos pobres

Padre Lilson conta que num certo dia, Santo Antônio tomou todos os pães do convento e distribuiu aos pobres. O padeiro do convento ficou desesperado pois não tinha o que servir aos franciscanos, mas Antônio pediu para que ele verificasse na dispensa e ali aconteceu o milagre da multiplicação.

Assim a exemplo de Santo Antônio, este ano, Beatriz decidiu doar alguns pães para sua paróquia, afim de que fossem abençoados e entregues às famílias. “Mas esse ano não estou pedindo nada, só quero que esses pães cheguem até a casa das famílias e que as abençoe para nunca faltar alimento a elas e que sejam felizes”, diz a devota.


Oração de Santo Antônio

Lembrai-vos, glorioso Santo Antônio, 
amigo do Menino Jesus, filho querido de Maria Imaculada, 
de que nunca se ouviu dizer de alguém que tenha recorrido à vós, 
tenha sido por vós abandonado. 
Animado de igual confiança, 
venho à vós fiel consolador e amparador dos aflitos. 
Gemendo sob o peso dos meus pecados, 
me prosto a vossos pés. 
Não rejeitais, pois, a minha súplica: (fazer o pedido). 
Sendo tão poderoso junto ao Coração de Jesus, 
escutai-a favoravelmente e dignai-vos a atendê-la. 
Amém.

Igreja é "Corpo de Cristo, animado pelo Espírito Santo", diz Papa


"O Espírito Santo anima a Igreja. Ela não deriva da vontade humana, da reflexão, da habilidade do homem e da sua capacidade organizativa, posto que se assim fosse já há tempos estaria extinta, assim como passa cada coisa humana. Ela é, ao contrário, o Corpo de Cristo, animado pelo Espírito Santo", salientou o Pontífice.

O Santo Padre assinalou que as imagens do vento e do fogo, usadas por São Lucas para representar a vinda do Espírito Santo (cf. At 2,2-3), recordam o Sinai, onde Deus revelou-se ao povo de Israel e lhe havia concedido a sua aliança. Nesse sentido, Pentecostes é representado como um novo Sinai, como o dom de um novo Pacto em que a aliança com Israel é estendida a todos os povos da Terra.

"A extensão do Pacto a todos os povos da Terra é representada por São Lucas através de um elenco de populações consideráveis por aquela época (cf. At 2,9-11). Com isso, nos é dita uma coisa muito importante: que a Igreja é católica desde o primeiro momento, que a sua universalidade não é o fruto da inclusão sucessiva de diversas comunidades. Desde o primeiro instante, de fato, o Espírito Santo a criou como a Igreja de todos os povos; essa abraça o mundo inteiro, supera todas as fronteiras de raça, classe, nação; abate todas as barreiras e une os homens na profissão do Deus uno e trino. Desde o início a Igreja é una, católica e apostólica: essa é a sua verdadeira natureza e como tal deve ser reconhecida. Ela é santa, não graças à capacidade dos seus membros, mas porque Deus mesmo, com o seu Espírito, cria-a, purifica-a e santifica-a sempre", destacou.

O Papa citou particularmente uma expressão do Evangelho - "os discípulos alegraram-se ao ver o Senhor" (Jo 20, 20) -, quando o evangelista narra o aparecimento de Jesus em meio aos apóstolos reunidos, a portas fechadas, no Cenáculo

"Essas palavras são profundamente humanas, O Amigo perdido está de novo presente, e quem antes estava chateado se alegra. Sim, é belo viver porque sou amado, e é a Verdade que me ama. Alegraram-se os discípulos, vendo o Senhor. Hoje, em Pentecostes, essa expressão é destinada também a nós, porque na fé podemos vê-Lo; na fé Ele vem entre nós e também a nós mostra as mãos e o lado, e nós nos alegramos. Por isso queremos rezar: Senhor, mostra-te! Dá-nos o dom da tua presença, e teremos o dom mais belo: a tua alegria. Amém!", salientou.


Espírito Criador e Espírito Santo: um só e o mesmo

Na liturgia de Pentecostes, à narração dos Atos dos Apóstolos sobre o nascimento da Igreja (cf. At 2,1-11) corresponde o salmo 103, um louvor a toda a criação, que exalta o Espírito Criador, o qual fez tudo com sabedoria, explica o Pontífice.

"Aquilo que deseja dizer-vos a Igreja é isto: o Espírito Criador de todas as coisas e o Espírito Santo que Cristo fez descer do Pai sobre a comunidade dos discípulos são um e o mesmo: criação e redenção se pertencem reciprocamente e constituem, em profundidade, um único mistério de amor e de salvação. O Espírito Santo é, antes de tudo, o Espírito Criador e, portanto, Pentecostes é a festa da criação. Para nós, cristãos, o mundo é fruto de um ato de amor de Deus. [...] Deus, por isso, não é o totalmente Outro, inominável e obscuro. Deus revela-se, tem um rosto, Deus é razão, Deus é vontade, Deus é amor, Deus é beleza. A fé no Espírito Criador e a fé no Espírito que o Cristo Ressuscitado dá aos Apóstolos e dá a cada um de nós estão, portanto, inseparavelmente unidas".

Também é o Espírito que faz reconhecer em Cristo o Senhor e faz pronunciar a profissão de fé da Igreja: "Jesus é o Senhor" (cf. 1 Cor 12,3b). "O Credo da Igreja é nada mais que desenvolvimento disto que se diz com esta simples afirmação: 'Jesus é o Senhor'. [...] Se desejamos estar no Espírito, devemos aderir a esse Credo. Fazendo-o nosso, aceitando-o como nossa palavra, adentramos na obra do Espírito Santo. [...] No Credo forma-se a nova comunidade da Igreja de Deus", disse o Papa.

Bento XVI afirmou que a expressão "Jesus é o Senhor" também pode ser lida nos dois sentidos: Jesus é Deus, e contemporaneamente: Deus é Jesus. "O Espírito Santo ilumina esta reciprocidade: Jesus tem dignidade divina, e Deus tem o rosto humano de Jesus. Deus se mostra em Jesus e, com isso, dá-nos a verdade sobre nós mesmos. Deixar-nos iluminar no profundo por essa palavra é o evento de Pentecostes", explicou.

Finalmente, o Bispo de Roma destacou que o sopro de Deus é vida. "Ora, o Senhor sopra na nossa alma um novo sopro de vida, o Espírito Santo, a sua mais íntima essência, e, desse modo, acolhe-nos na família de Deus. [...] Todos os Sacramentos, cada um de maneira própria, comunicam ao homem a vida divina, graças ao Espírito Santo que opera neles".

Espírito Santo nos permite viver como filhos de Deus, diz Bento XVI


"O Espírito Santo, que cria em nós a fé no momento do nosso Batismo, permite-nos viver como filhos de Deus, conscientes e consentindo, segundo a imagem do Filho Unigênito", destacou o Papa Bento XVI antes da oração mariana doRegina Coeli neste domingo, 12, Solenidade de Pentecostes.

O encontro com os fiéis reunidos na Praça de São Pedro aconteceu na sequência da celebração da Santa Missa, naBasílica Vaticana.

O Pontífice recordou que Pentecostes encerra o tempo litúrgico da Páscoa. "O Mistério Pascal – a paixão, morte e ressurreição de Cristo e a sua ascensão ao Céu – encontra o seu cumprimento na poderosa efusão do Espírito Santo sobre os Apóstolos reunidos juntamente com Maria, a Mãe do Senhor, e os outros discípulos. Foi o 'batismo' da Igreja, batismo no Espírito Santo", explicou.

Acesse
.: NA ÍNTEGRA: Regina Coeli de Bento XVI na Solenidade de Pentecostes

O sopro do Espírito Santo preenche o universo, gera a fé, arrasta à verdade e predispõe a unidade entre os povos, assinalou o Bispo de Roma.

"O Espírito Santo, 'que é Senhor e dá a vida' – como recitamos no Credo –, procede do Pai por meio do Filho e completa a revelação da Santíssima Trindade. Provém de Deus, como sopro da sua boca e tem o poder de santificar, abolir as divisões, dissolver a confusão devida ao pecado. Ele, incorpóreo e imaterial, dispensa os bens divinos, sustenta os seres vivos, para que ajam de acordo com o bem. Como Luz inteligível, dá significado à oração, dá vigor à missão evangelizadora, faz arder os corações de quem escuta a alegre mensagem, inspira a arte cristã e a melodia litúrgica".

Após a oração, Bento XVI disse que amanhã acontece, em Dresda (Alemanha), a beatificação de Alois Andritzki, sacerdote e mártir morto pelo regime nazista em 1943, com apenas anos.

"Louvemos ao Senhor por esse heroico testemunho de fé, que se une ao conjunto de quantos deram a vida em nome de Cristo nos campos de concentração. Gostaria de confiar à sua intercessão, hoje que é Pentecostes, a causa da paz no mundo. Possa o Espírito Santo inspirar corajosos propósitos de paz e sustentar o compromisso de levá-los adiante, a fim de que o diálogo prevaleça sobre as armas e o respeito pela dignidade do homem supere os interesses das partes, O Espírito, que é vínculo de comunhão, endireite os corações desviados pelo egoísmo e ajude a família humana a redescobrir e proteger com vigilância a sua fundamental unidade".

Da mesma forma, o Pontífice recordou que na terça-feira, 14, celebra-se a Jornada Mundial dos Doadores de Sangue, "milhões de pessoas que contribuem, de modo silencioso, para ajudar os irmãos em dificuldade. A todos os doadores dirigo uma cordial saudação e convido os jovens a seguir o seu exemplo", concluiu.

Mensagem: Deus está Contigo

Notícias do Brasil e do Mundo

Voos em Buenos Aires seguem cancelados até as 14h
A nuvem vulcânica vinda do Chile voltou a afetar a visibilidade e a segurança dos aviões que operam nos aeroportos argentinos de Ezeiza e no metropolitano Aeroparque

Buenos Aires - Os voos nos dois aeroportos de Buenos Aires permanecem cancelados nesta manhã, após terem sido interrompidos às 22 horas de ontem. A decisão foi tomada por precaução devido a uma nova nuvem de cinzas do vulcão chileno Puyehue, em erupção desde 4 de junho. A nuvem vulcânica voltou a pairar sobre o céu de Buenos Aires, afetando a visibilidade e a segurança dos aviões que operam nos aeroportos internacional de Ezeiza e no metropolitano Aeroparque. As operações estão suspensas, inicialmente, até as 14 horas. Por volta do meio-dia, o comitê de crise fará uma avaliação sobre as condições meteorológicas.
A presença da nuvem vulcânica foi detectada pelo Serviço Nacional de Meteorologia, que faz parte do comitê de crise, conforme nota da Administração Nacional de Aviação Civil distribuída no início da noite de ontem. De acordo com o relatório, as cinzas ficarão suspensas sobre a zona central do país durante esta manhã.
A entidade também aconselha os passageiros com voos previstos para este dia que entrem em contato com suas respectivas companhias aéreas antes de sair de casa.

Brasil quer retirar 1,2 milhão de crianças do trabalho infantil até 2014


Rio de Janeiro, 12 jun (EFE).- O Governo quer retirar do trabalho infantil 1,2 milhão de crianças até 2014 por meio de programas de assistência, disse neste domingo a secretária nacional de Assistência Social, Denise Colin.
A redução do trabalho infantil é um dos objetivos prioritários do programa de erradicação da miséria apresentado há duas semanas pela presidente Dilma Rousseff, afirmou a funcionária em declarações à estatal 'Agência Brasil'.
A secretária explicou que, atualmente, 800 mil crianças são atendidas pelo Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (Peti), que oferece assistência após elas serem encontradas em situação de trabalho no campo, de trabalho doméstico, exploração sexual, entre outros.
Denise reiterou que o Peti obteve melhores resultados desde que em 2006 foi coordenado com o Bolsa Família, o principal plano de distribuição de renda à população pobre.
'As famílias recebem o benefício do Programa Bolsa Família. Essa criança tem a oportunidade de ser atendida em serviços que possam retirá-la da situação de exploração no trabalho', disse.
O Governo não dispõe de números oficiais para quantificar a magnitude do trabalho infantil no país, mas a Organização Internacional do Trabalho (OIT) calcula que cerca de cinco milhões de menores ainda são forçados a trabalhar.
Estes cálculos, que datam de 2009, mostram que o Brasil reduziu para metade as taxas de trabalho infantil desde 1992.

Italianos votam em referendo sobre energia nuclear

Os italianos vão às urnas neste domingo para votar em quatro referendos distintos. O mais importante deles decidirá se a Itália investirá em energia nuclear.
Ativistas contra usinas nucleares afirmam que o desastre na planta japonesa de Fukushima ajudou a convencer a opinião pública sobre os riscos deste tipo de atividade.
Os referendos também estão sendo vistos como um teste sobre a popularidade do primeiro-ministro italiano, Silvio Berlusconi, diante do recente escândalo sexual.
O programa nuclear italiano foi abandonado em 1987, depois do desastre em Chernobyl. No entanto, o governo afirma que a indústria nuclear é fundamental para gerar cerca de 20% da eletricidade do país até 2020.
O desastre em Fukushima, causado pelo terremoto e tsnunami no Japão em março, mudou a percepção geral na Itália.
Segundo Salvatore Barbera, do Greenpeace, o povo italiano agora enxerga a necessidade de se votar contra as usinas nucleares no referendo.
"Esta tecnologia é velha, ela é perigosa, como vimos em Fukushima", disse Barbera.
Alemanha
Para Silvio Rossignoli, da empresa fornecedora de materiais para aeronaves Sekur, só as usinas nucleares garantirão o abastecimento de energia à Itália.
"Nós queremos ter energia nuclear porque ela é ecológica e muito mais limpa do que carvão e gás", diz ele.
A Alemanha foi o primeiro país a abandonar seu programa de energia nuclear depois do acidente em Fukushima.
Além da decisão sobre energia nuclear, os italianos também responderão no referendo de domingo a duas perguntas sobre privatização de empresas de saneamento.
A última pergunta no referendo é sobre a imunidade de ministros de Estado perante a Justiça, um caso que interessa particularmente a Berlusconi, que enfrenta quatro processos atualmente.
Os resultados dos referendos devem ser divulgados na segunda-feira.
Boa avaliação de Dilma é legado de Lula, diz oposição

Enquanto a oposição aposta numa piora na avaliação do governo, a equipe da presidente Dilma Rousseff acredita que ela vá melhorar nos próximos meses, com base nos resultados da pesquisa Datafolha publicada no domingo pela Folha.

"A população mostrou que a economia preocupa. Mas a inflação já começou a cair e a tendência é melhorar a percepção das pessoas sobre o governo", disse a ministra Ideli Salvatti (Relações Institucionais).

Ideli avalia ainda que a imagem da presidente, que teve uma piora em vários quesitos segundo a pesquisa, vai se recuperar porque a "população irá reagir ao modo que ela solucionou a crise, mudando o desenho do Palácio do Planalto".

Para os presidentes do PSDB, deputado Sérgio Guerra (PE), e do DEM, senador José Agripino Maia (RN), a avaliação positiva é resultado da herança de Lula.

Segundo eles, o quadro tende a mudar conforme a administração da presidente se descolar de seu antecessor.

"O governo ainda está no período de instalação", disse Guerra. "Ela só vai começar a ser avaliada mesmo daqui para a frente."

Agripino afirma que o governo está "gastando a gordura dos êxitos do passado" na economia, e que, conforme a alta da inflação se consolidar no cotidiano da população, a avaliação da gestão vai cair.

O senador atribui a queda em quase todos os aspectos pessoais à maneira como Dilma lidou com o caso Palocci, e afirma que a baixa desses indicadores deve ajudar na queda da aprovação do governo.

O deputado ACM Neto (BA), líder do DEM na Câmara, concorda. "Há evidências de começo de desgaste."

Segundo ele, a crise política causada pelo episódio Palocci ainda não acabou. "É cedo para saber como isso se refletirá, é preciso dar um tempo para saber como a população vai assimilar o episódio."
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sábado, 11 de junho de 2011

Festa de Pentecostes / 12.06.11

“Todos ficaram repletos do Espírito Santo”
A liturgia de hoje nos descreve a descida do Espírito Santo sobre a comunidade dos discípulos, em duas tradições – a de Lucas (Atos dos Apóstolos) e da Comunidade do Discípulo Amado (João 20). Salta aos olhos que uma leitura fundamentalista da bíblia – infelizmente ainda muito comum entre nós – leva a gente a um beco sem saída, pois no Evangelho de João a Ressurreição, a Ascensão e a descida do Espírito se deram no mesmo dia (Páscoa); enquanto Lucas separa os três eventos, em um período de cinquenta dias. Por isso, devemos ler os textos dentro dos interesses teológicos dos diversos autores – os 40 dias de Lucas, por exemplo, entre a Ressurreição e a Ascensão, correspondem aos 40 dias da preparação de Jesus no deserto para a sua missão. Pois, como Jesus ficou “repleto do Espírito Santo” (Lc 4, 1) e se lançou na sua missão “com a força do Espírito” (Lc 4, 14), a comunidade cristã se preparou durante o mesmo período, e na festa judaica de Pentecostes também experimentou que “todos ficaram repletos do Espírito Santo” (At 2, 4).
            Uma leitura superficial do texto de Atos dá a impressão de um relato uniforme e coeso – mas isso se deve à habilidade literária do autor. Na verdade, ele costurou um relato só, tecendo elementos de duas tradições. Uma leitura cuidadosa nos mostra essas duas tradições: a primeira está nos vv. 1-4, uma tradição mais antiga e apocalíptica; a segunda está nos vv. 5-11, mais profética e missionária.
Nos primeiros versículos, estamos no ambiente de uma casa, onde os discípulos se reuniram. Atos nos faz lembrar que estavam reunidos três grupos distintos: os Onze; as mulheres, entre as quais Maria, a mãe de Jesus; e os irmãos do Senhor. Embora talvez representem três tradições cristológicas diferentes no tempo de Lucas, ele faz questão de enfatizar que todos estavam reunidos com “os mesmos sentimentos, e eram assíduos na oração” (At 1, 14). Quer dizer, a descida do Espírito não é algo mágico, mas consequência da unidade na fé e no seguimento do projeto de Jesus.
            O primeiro relato (vv. 1-4) usa imagens apocalípticas, símbolos da teofania, ou da manifestação da presença de Deus – o som de um vendaval e as línguas de fogo. A expressão externa da descida do Espírito é o “falar em outras línguas” (não o “falar em línguas” – glossolalia – tão valorizado por muitos grupos de cunho neo-pentecostal).
A segunda tradição muda o enfoque. O ambiente muda da casa para um lugar público – provavelmente o pátio do Templo. O sinal visível da presença do Espírito não é mais o falar em outras línguas, mas o fato que todos os presentes pudessem “ouvir, na sua própria língua, os discípulos falarem” (At 1, 6). O termo “ouvir” aqui implica também “compreender”. Três vezes o relato destaca o fato dos presentes poderem “ouvir” na sua própria língua (vv. 6, 8 e 11). Assim, Lucas quer enfatizar que o dom do Espírito Santo tem um objetivo missionário e profético – de fazer com que toda a humanidade possa ouvir e compreender a nova linguagem, que une todas as raças e culturas – ou seja, a do amor, da solidariedade, do projeto de Jesus, do Reino de Deus.
            A lista dos presentes tem um sentido especial – estão mencionadas raças, áreas geográficas, culturas e religiões. Todos ouvem as maravilhas do Senhor. Assim, Lucas ensina que a aceitação do Evangelho não exige deixar a identidade cultural. Contesta a dominação cultural, ou seja, a identificação do Evangelho com uma cultura específica. Durante séculos este fato foi esquecido nas Igrejas, e identificava-se o Evangelho com a sua expressão cultural européia. Nos últimos anos, a Igreja tem insistido muito na necessidade da “inculturação”, de anunciar e vivenciar a mensagem de Jesus dentro das expressões culturais das diversas raças e etnias. O texto é uma releitura da Torre de Babel, onde a língua única era o instrumento de um projeto de dominação (uma torre até o céu!) que foi destruído por Deus pela diversidade de línguas. Nenhuma cultura ou etnia pode identificar o evangelho com a sua expressão cultural dele.
Hoje é uma grande festa missionária. Marca a transformação da Igreja de uma seita judaica a uma comunidade universal, missionária, mas não proselitista, comprometida com a construção do Reino de Deus “até os confins da terra”. Lucas insiste que a experiência de Pentecostes não se limita a um evento – é uma experiência contínua – por isso relata novas descidas do Espírito Santo: em uma comunidade em oração em casa (At 4, 31), sobre os samaritanos (At 8, 17), e, para o espanto dos judeu-cristãos ortodoxos, sobre os pagãos na casa do Cornélio (At 10, 4). Pois, o Espírito Santo sopra onde quer, sobre quem quer, em favor do Reino de Deus.
Aprendamos do texto de Atos, e celebremos a nossa vocação missionária, não a de falar em línguas, mas de falar a língua única do amor e do compromisso com o Reino, para que a mensagem do Evangelho penetre todos os povos, culturas, raças e etnias.
* Jo 20, 19-23: No texto anterior ao de hoje, Maria Madalena trouxe a notícia da Ressurreição aos discípulos incrédulos. Agora é o próprio Jesus que aparece a eles. Não há reprovação nem queixa nas suas palavras, apesar da infidelidade de todos eles; mas, somente a alegria e a paz que Jesus tinha prometido no Último Discurso. Duas vezes Jesus proclama o seu desejo para a comunidade dos seus discípulos: “A paz esteja com vocês”. O nosso termo “paz” procura traduzir – embora de uma maneira inadequada – o termo hebraico “Shalom”, que é muito mais do que “paz” conforme o nosso mundo a compreende. O “Shalom” é a paz que vem da presença de Deus, da justiça do Reino. Na proclamação do saudoso Papa Paulo VI “A justiça é o novo nome da paz!”. Jesus não promete a paz do comodismo, mas pelo contrário, envia os seus discípulos na missão árdua em favor do Reino, mas promete o shalom, pois Ele nunca abandonará quem procura viver na fidelidade ao projeto de Deus.
            Jesus soprou sobre os discípulos, como Deus fez (é o mesmo termo) sobre Adão quando infundiu nele o espírito de vida; Jesus os recria com o Espírito Santo.
Normalmente imaginamos o Espírito Santo descendo sobre os discípulos em Pentecostes; mas, aquilo era a descida oficial e pública do Espírito para dirigir a missão da Igreja no mundo. Para João, o dom do Espírito, que da sua natureza é invisível, flui da glorificação de Jesus, da sua volta ao Pai. O dom do Espírito neste texto tem a ver com o perdão dos pecados.
Que a celebração nos anime para que busquemos a criação de um mundo onde realmente possa reinar o Shalom, não a paz falsa das armas, da opressão e da injustiça, mas do Reino de Deus, fruto de justiça, solidariedade e fraternidade. Jesus nos deu o Espírito Santo – agora depende de nós usar essa força que temos na construção do mundo que Deus quer.
Pe. Tomaz Hughes, SVD

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