O programa, em homenagem ao mês das mulheres, foi gravado nessa segunda-feira, por volta das 11h20. Antes de preparar uma omelete de queijo, Dilma tomou café da manhã com a apresentadora Ana Maria Braga e ressaltou a importância da mulher no poder.
Ela reiterou que prefere ser chamada de presidenta para "enfatizar que a agora existe uma mulher no mais alto cargo do país". "É uma obrigação com as mulheres do Brasil. Eu virei presidente porque um grupo de mulheres saiu de casa e ajudou a construir isso", disse.
No programa, Ana Maria comentou o fato de verem a presidente como uma pessoa dura. “É interessante como esperam de nós, mulheres, uma certa fragilidade. Isso decorre do fato de que a mulher, quando assume um alto cargo, é vista fora do seu papel”, rebateu Dilma. "A partir de agora as meninas podem querer ser presidente e isso vai ser normal. É a quebra de um paradigma e quando isso acontece, a primeira reação é de estranheza, depois as pessoas acostumam", completou.
Palácio do Planalto
A presidente também criticou o atual número de mulheres no poder. "Ainda acho pouco termos três mulheres no alto escalão. Queria mais, e não é que não exista mulheres competentes para os cargos, mas é um governo de coalizão, e há a prevalência por indicações de homens", afirmou.
Dilma disse ainda que seus 60 primeiros dias no Palácio passaram muito depressa. "Parece que começou ontem”, afirmou. “Eu entro muito cedo e saio muito tarde, normalmente trabalho das 9h às 21h, mas já teve dias que sai às 23h, à 1h", revelou. Segundo ela, as dependências do programa eram mais aconchegantes do que o Palácio do Planalto. “É muito bonito, me esforço, mas não tenho muito tempo para olhar [o Palácio]."
A presidente afirmou que gosta de cozinhar sopas, mas a falta de tempo a tem afastado da cozinha. Ela revelou também que está fazendo regime e já perdeu 6 kg.
Economia
No quarto bloco, enquanto quebrava os ovos e se encarregava dos demais ingredientes da omelete, Dilma falou sobre o aumento do poder de compra do brasileiro. Segundo ela, o consumidor poderá comprar mais sem que a inflação volte devido à política de valorização do salário mínimo, ao corte no orçamento (de R$ 50 bilhões) e à queda nas despesas de custos com revisão na folha de pagamento do governo.
Dilma comentou que só com pessoal, o governo gasta R$ 182 bilhões, e disse que é preciso acabar com privilégios. “Nosso objetivo é fazer que a economia continue crescendo sem inflação", afirmou em justificativa ao reajuste do salário mínimo neste ano para R$ 545. "Assim, teremos um mínimo de R$ 616 em janeiro de 2012."





















